Batata-doce roxa: o alimento tradicional de Okinawa, rico em vitaminas e fibras alimentares

Base da alimentação tradicional da região, esse variante da batata-doce é um carboidrato de baixo índice glicêmico

Uma das bases da cozinha de Okinawa, uma das Blue Zones espalhadas pelo mundo, é o imo, também conhecido como batata-doce japonesa. Embora o Brasil tenha um consumo crescente desse tubérculo, a batata-doce tradicional do arquipélago é uma variante de tom arroxeado escuro – e é rico em antioxidantes. Como os habitantes de Okinawa se relacionam com esse alimento no seu cotidiano? 

Pela sua localização geográfica, Okinawa tem um clima subtropical, com fortes tempestades em algumas estações. Por conta disso, sob uma perspectiva histórica, o arroz, alimento primordial na culinária da região, passava por períodos de dificuldade de plantação e colheita. Desse modo, a partir do ano de 1600, os moradores do local passaram a cultivar a batata-doce, um alimento importado da China. Essa raiz se adaptou ao paladar dos okinawanos e foi incorporada à dieta tradicional de sua população, sendo um alimento rico em carboidratos de baixo índice glicêmico, sendo assim absorvido mais lentamente pelo organismo.

Com cerca de 1,5 calorias por grama, o imo tem baixa densidade calórica e é uma fonte de fibras, tendo 5 gramas de fibras alimentares por xícara. Com vitamina A e C, a batata-doce roxa também possui vitamina E, um nutriente lipossolúvel incomum nos vegetais, uma vez que normalmente é encontrado em alimentos com maior abundância em óleo, como as castanhas e na gema de ovo. Também é uma fonte de vitaminas do complexo B, como a B6, além de ácido fólico, tiamina e riboflavina. No geral, esse alimento é consumido apenas cozido, em forma de purê ou até mesmo em saladas. 

Artigo inspirado no texto: www.bluezones.com/2022/08/okinawan-cuisine-how-sweet-potatoes-came-to-be-a-staple-food-for-centenarians  

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