Como os hábitos de vida influenciam nas crises de cefaleia?

Cefaleia tensional e enxaqueca são tipos dessa condição em que o sintoma principal é a dor de cabeça

Cerca de 95% dos brasileiros já tiveram cefaleia, ou popularmente conhecida como dor de cabeça, pelo menos uma vez na vida. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, mais de 13 milhões de indivíduos no Brasil sofrem com essa condição de forma crônica, quando há dor em 15 ou mais dias do mês. Embora tenha etiologia diversa, como em decorrência de infecções ou secundária à patologias, existem tipos de dor de cabeça associada aos hábitos cotidianos. Com o intuito de informar a população sobre essa condição prevalente dentre os brasileiros, o dia 19 de maio é destinado ao combate à cefaleia. 

A modalidade tensional é classificada como uma cefaleia primária, em que o principal ou único sintoma é a dor de cabeça. A enxaqueca é um tipo específico de cefaleia, uma doença neurológica com caráter hereditário e crônico, na qual a dor é mais intensa e localizada, de característica latejante, além de vir acompanhada de outros sintomas como náuseas e vômitos. Na enxaqueca, há a ativação do nervo trigêmeo, um dos responsáveis pela sensibilidade da cabeça. Nesses momentos, são liberadas substâncias que podem tanto inflamar quanto dilatar os vasos presentes no crânio. 

Tanto em relação à cefaleia tensional quanto na condição da enxaqueca, estímulos ambientais – como alimentação, atividade física ou saúde emocional – podem desencadear em episódios de dor na cabeça. A cefaleia tensional está relacionada a condições patológicas associadas, como sinusite ou meningite, mas também pode ocorrer por jejum prolongado, sono irregular ou até mesmo estresse. A enxaqueca, ainda que tenha o fator genético envolvido, tem suas crises relacionadas diretamente com o estilo de vida. Alguns gatilhos são o consumo de alimentos ricos em gorduras, bebidas alcoólicas ou até mesmo a ingestão excessiva de cafeína. A privação de sono, a falta de atividade física e transtornos relacionados à saúde mental, como ansiedade e estresse, também podem dar início às crises. 

Por isso, a Sociedade Brasileira de Cefaleia recomenda a mudança nos hábitos para prevenção e alívio dos sintomas associados à enxaqueca. Além da realização de refeições equilibradas e distribuídas ao longo do dia, a instituição também recomenda a prática regular de exercícios físicos. Em relação ao sono, sugere manter uma rotina de horários para acordar e dormir, manter o quarto escuro e em silêncio à noite e evitar o uso de equipamentos eletrônicos logo antes de ir para a cama. Também é essencial fazer um acompanhamento com um profissional da saúde para investigar outras possíveis causas tanto seja da enxaqueca ou de outros tipos de cefaleia. 

Fonte: Sociedade Brasileira de Cefaleia

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